Arquivo para Abril 19th, 2008

19
Abr
08

Formatos de áudio: gravação e reprodução.

Se quando o assunto é formato áudio digital, você logo tenta desconversar, está na hora de criar coragem e começar a descobrir para que eles realmente servem. Infelizmente, este é um terreno mais complicado do que deveria ser. A indústria e o mercado se beneficiam muito com um padrão universal e deveriam trabalhar em uma maneira de torná-lo mais simples de ser usado e compreendido.

Veremos aqui alguns formatos usados para a gravação e reprodução de áudio digitais. Formatos “com perda” e “sem perda”:

No formato com perda, o codificador do arquivo na verdade remove algumas informações da onda sonora para torná-la mais fácil de ser comprimida.Este é o formato mais popular,porque permite que os arquivos tenham tamanhos bem pequenos. Já a compressão “sem perda”, é feita em um arquivo que, quando reproduzido, é absolutamente idêntico ao original. Não apenas “soa igual”, mas é estaticamente idêntico, apesar de ocupar menos espaço.

- Ogg Vorbis
Ogg Vorbis é similar aos formatos de compressão MP3 ou AAC,mas com uma diferença importante. Ele é completamente gratuito,livre,sem patentes e de código-fonte aberto.
Na verdade, há dois termos aqui: Ogg é o “contrainer”, o arquivo, que algum dia poderá conter tanto áudio quanto vídeo, enquanto Vorbis é a compressão de áudio projetadas para estar contida nele.
O arquivo “.ogg” pode conter outros formatos FLAC.Isso é importante porque o esquema de compressão Vorbis é otimizado para música e áudio “geral” e não compressão para voz (baixas taxas),não possuindo uma opção de compressão sem perdas.O Vobis suporta áudio de 6 canais (5.1) e é bem suportado em softwares,mas pouco encontrado no mercado por tocadores de hardware (sons portáteis,som para carros,etc.)

-WMA
Formato criado pela Microsoft,o WMA (Windows Media Audio) passou por várias grandes mudanças nos últimos anos,com enormes melhorias na qualidade,eficiencia e recursos.Hoje,a tecnologia usada no padrão WMA pode ser usadas em quatro tipos diferentes: Windows Media Audio,Windows Media Audio Professional,Windows Media Audio Lossless e Windows Media Voice.

-Wave
O formato do arquivo Wave (.WAV) foi criado pela IBM e pela Microsoft nos anos 80. É utilizado em programas profissionais
que processam áudio digital.Ele leva em conta algumas peculiaridades de processadores Intel,como ordem de byte “little endian”.

-MP3
O formato MP3 (MPEG Layer 3) foi criado nos anos 80 pelo Instituto Fraunhofer,justamente com a Universidade de Erlangen,e é um formato padronizado.Hoje ,as patentes em relação ao MP3 pertencem á Thompson & Fraunhofer IIS,e são licenciadas pela Thompson.Muitas pessoas pensam que o MP3 é “gratuito”,mas é preciso de uma licença para vender produtos que codifiquem ou decodifiquem MP3,bem como produtos que façam broadcast de conteúdo em MP3 comercialmente.
O MP3 é um formato com perdas,podendo comprimir áudio em taxas de até 12:1,e prover uma boa qualidade sonora.Entretanto,o MP3 já apresenta claros sinais de idade,e existem várias outras opções disponiveis que produzem resultados de melhor qualidade,tanto em termos de tamanho do arquivo,quanto na qualidade sonora.

-MP3 Pro
A mesma Thompson do MP3 adquiriu este novo formato em 2001 de uma parceira sueca chamada “Coding Technologies”,que desenvolveu este formato (com perdas) enquanto fazia pesquisas para equipamento de audição para os surdos.O MP3 Pro clama oferecer a mesma qualidade de sonora do MP3,por metade da taxa de bits usada.

- RealAudio
Este formato com perdas projetado pela empresa Progressive Networks,é um formato muito padronizado e era,até pouco tempo atrás,o formato mais comumente encontrado na Internet (provavelmente por ter sido o primeiro).Até que a “MP3mania” tirou sua coroa,graças ao pessoal que descobriu que o MP3 era uma excelente forma para fazer “troca de músicas”,via páginas HTML,FTPs e serviços como os antigos Napster e Kazaa.

-AAC
Abreviação para Advanced Audio Coding (Codificação de Audio Avançada),o ACC tem sido parte da especificação MPEG-2 desde que o “Motion Picture Experts Group” o declarou como padrão em abril de 1997.Foi desenvolvido pela Fraunhofer Institute em conjunto com companhias como AT&T,Sony e Dolby.
Tecnicamente,o formato AAC pode suportar até 48 canais de som de total freqüência,portanto,som em 5.1 ou 7.1 canais é totalmente possível.Ele também suporta taxas de amostra de até 96KHz,duas vezes o máximo oferecido pelo MP3.Recentemente,o MPEG-4 AAC adicionou algumas tecnologias extras ao padrão que melhorou a qualidade em taxas de bits muito baixas (para uso em telefones celulares,etc.)Em taxas mais altas,entretanto,é essencialmente o mesmo que o MPEG-2 AAC original. Este é o formato com perdas usado para músicas baixadas no “iTunes Music Store” da Apple,mas como o AAC não provê capacidade de gerenciamento de direitos autorais,a Apple teve que usar seu próprio sistema ,chamado “FairPlay” nas músicas disponíveis no iTunes.Muitas pessoas pensam que o AAC é um formato gratuito e/ou seu formato é aberto porque existem codificadores e decodificadores em alguns programas gratuitos.Mas não é um formato nem aberto nem gratuito.

-AIFF (Audio Interchange File Format)
Este formato suporta uma variedade de resoluçoes de bit,taxa de amostragem e canais de áudio.Este formato é muito popular em plataformas Apple (seria o equivalente ao Wave para PCs em termos de popularidade) e é extensamente utilizado em programas profissionais que processam áudio digital nessa plataforma.Esse formato usa o método da Electronic Arts para arquivo IFF para armazenar dados.

-FLAC
Abreviação para Free Lossless Audio Codec (Codec Livre para Àudio Sem Perdas),o FLAC é como Vorbis no sentido de que é totalmente gratuito,sem patentes e com código-fonte aberto. Como os demais formatos de compressão sem perdas,produz arquivos bem grandes e ,na verdade,não é tão eficiente quanto os outros formatos sem perdas.Para alguns usuários,ser livre de código-fonte pesa mais na balança que quaisquer deficiências que o formato FLAC possa ter.E,graças a isso,sua aceitação tem crescido bastante e,curiosamente,ao contrário do Vorbis,vários aparelhos existentes no mercado de tocadores de hardware (sons portáteis,sons para carros,etc) estão suportando o FLAC.

-IFF (Interchange File Format)
Projetado pela Electronic Arts,que merece crédito por deixar a vida mais simples tanto para programadores quanto para usuários finais. Ela criou o formato IFF e liberou a documentação para o mesmo,bem como o código-fonte em linguagem C,para ler e escrever arquivos do tipo IFF.Assim,tornou simples para os programadores escreverem formatos de arquivos “extensíveis” e “retrocompativeis”.O IFF também ajuda a desenvolvedores escreverem programas que lêem facilmente arquivos de dados criados com softwares compatíveis com IFF de outros fabricantes,mesmo que não exista nenhuma relação de negócios entre eles.O IFF ajuda a minimizar problemas como novas versões de um programa em particular que tem problemas em ler dados produzidos por versões mais antigas ou precisem de um novo formato sempre que uma nova versão necessite armazenar informações adicionais.Também encoraja formatos padronizados que não esteja amarrados a um produto em particular.Isso tudo é bom para os usuários finais,porque significa que seus dados não ficarão presos a algum formato proprietário e não possam ser usados com uma grande variedade de hardware e software.

Fonte: MP3Magazine

19
Abr
08

Comparação Vinyl vs Mp3.

Matéria: Vinil / CD / MP3.

Não há como negar, o vinil bate em gde escala as outras mídias em qualidade. Em termos de alta fidelidade, o vinil tem mais resolução do que um CD.

O processo “direct cut” ( a matriz do LP é sulcada no exato momento da performance no estúdio: é como se a própria matriz fosse a fita master original) garante maior qualidade e fidelidade ao vinil.

É indiscutível a superioridade do som de um vinil, já que é analógico, mas mesmo assim, muita informação original é perdida, por causa do material usado: o vinil. O som é quase infinito na sua amplitude. A informação digitalizada em 0’s e 1’s não pode conter toda essa informação porque se o fizesse cada CD levaria meia dúzia de minutos de música. Assim sendo, o que é feita é uma Amostragem digital, isto é, seleccionam uma amplitude determinada (no caso do CD, 44 ou 48 kHz) e é só isso que vai para o CD. Todo o resto é cortado.

Quando se ouve um bom vinil ouve-se tudo o que a banda gravou. Tudo o que eles queriam que nós ouvíssemos. Um mau vinil terá praticamente tudo também, simplesmente não com a clareza e o brilho original. Eis o som analógico.

“Os seres humanos, até que se prove o contrário, são analógicos, não são ‘digitais’, e por isso reagem melhor ao som analógico. Se ouvir o mesmo álbum, nas mesmas condições e com material de igual qualidade, muito provavelmente preferirá ouvir em vinil. Testes ‘cegos’ (isto é, sem que os testados soubessem qual era o CD e qual o vinil) tiveram os resultados que se esperaria – a grande maioria das pessoas prefere o vinil. O som em vinil é quase sempre descrito como mais ‘quente’ e mais ‘profundo’. O som digital, quando comparado com o analógico, é descrito usualmente como mais ‘frio’ e ‘linear”

Infelizmente, como todo meio de armazenamento analógico, o vinil sofre deteriorações com o tempo, além de sempre termos que limpar o vinil antes de tocar para não desgastar a agulha e não ter os “soluços” no som, devido muitas vezes á sujidade no disco. Tínhamos também que trocar as agulhas de tempos em tempos, porque elas gastavam -se. Além disso, o vinil necessitava de um espaço enorme para serem guardados porque eram grandes e pesados.

Assim o CD revolucionou a indústria fonográfica por seu tamanho e capacidade. Quem é que imaginava que poderíamos ter 74 minutos de música em apenas um lado de um disco. Isso trazia muitas possibilidades, como músicas maiores do que 23 minutos, que era o limite tamanho do disco de vinil. Tudo isso, sem contar que o meio digital ótico de armazenamento é bem mais duradouro, já o MP3 é um formato de áudio compactado com perdas, tendo menos qualidade do que um CD, e, consequentemente, muito menos qualidade do que um vinil.

Andreia Costa.

Meu objetivo neste post ñ é a defesa do vinil, apenas esclarecimento.
Deixo claro q minha minha opção é pela digitalização, particularmente pela sua praticidade.
Dj diogo Ésse.


Loja do Prazer

19
Abr
08

Sobre música eletrônica.

MUSICA CONCRETA

 Os aparelhos de música eletrônica surgiram no início do séculoX, no auge da inovação tecnológica. Em 1919, o físico russo Lev Theremin criou o primeiro instrumento destinado à música eletrônica, o Theremin, utilizado até hoje. Mas a história da música eletrônica tem seu marco inicial em 1948, na França, quando as primeiras composições eletrônicas foram executadas pela Radiodiffusion Française (RFT). Eram principalmente estudos musicais realizados por Pierre Schaeffer e consistiam em gravações de sons da natureza (ruídos, passos, vozes) remontados em estúdio. A essa música o próprio Schaeffer deu o nome de musique concrète.

 Dois anos mais tarde, na Alemanha, surgiu uma outra corrente de experimentação, a elektronische musik. As técnicas de gravação e montagem eram semelhantes às utilizadas na RTF. Porém, aplicadas apenas em sons cuja origem também fosse eletrônica. Os adeptos dessa vertente insistiram por muito tempo em dizer que somente a música deles poderia ser considerada pura. “Os eletrônicos chamavam os concretos de primitivos, e estes chamavam os eletrônicos de artificiais”, conta o compositor Jorge Antunes, precursor da música eletrônica no Brasil. A briga durou até início dos anos 1960, quando foi realizado um congresso de música eletrônica e constatou-se que os novos compositores – os discípulos dos grandes criadores – começavam a misturar as duas vertentes em seus trabalhos. Nascia assim a chamada música eletroacústica.

UNDERGROUND

 Dos anos 1960 para cá, diversas outras vertentes da música eletrônica surgiram. Houve a fusão com outros estilos musicais – como a MPB, no caso do Brasil – e uma música eletrônica mais voltada para o pop virou febre no mundo inteiro, tocada nas chamadas raves. Atualmente, quando se fala em música eletrônica, é comum pensar logo nesse som mais dançante e repetitivo. No entanto, é importante ressaltar que essa vertente é muito mais recente e diferente da música eletrônica nascida em meados do século XX. Seu principal objetivo é fazer as pessoas dançarem.

 Com a invenção dos sintetizadores, no final dos anos 50, a música começou a ganhar contornos de experimentação e inovação que fazem o gênero eletrônico ter fôlego para ser o som do século.
À principio restritas a estúdios de gravação, essas máquinas evoluíram para o sistema digital com a possibilidade de serem programadas e terem ampla memória, como um microcomputador. Vinte anos separam os primeiros equipamentos de apenas um dispositivo dos digitais synclaviers, criados na década de 70. Outros vinte anos foram necessários para que a música sintética que sai dos computadores caísse no gosto popular. Do link de sintetizadores e samplers, que capturam qualquer tipo de som, saem os climas que são a principal características de todos os subgêneros criados até hoje – da House Music ao Jungle. Para fazer música eletrônica não é preciso sequer saber tocar um instrumento, embora são exigidas outras habilidades especiais. Estão aí Ed Simons e Tom Rowlands, os Chemical Brothers, gabando-se de que nem mesmo os autores sampleados são capazes de reconhecer suas obras depois que elas passam pelas mãos da dupla. A história conta que a House Music nasceu nos EUA na segunda metade dos anos 70, quando o DJ nova-iorquino Frankie Knuckles passou a comandar as noites do clube WareHouse, em Chicago. Influenciados por ele, outros DJS passaram a misturar beats eletrônicos com todo o tipo de música negra, do blues ao hip-hop. Nessa época, o mundo já conhecia os vocais computadorizados dos pioneiros alemães do Kraftwerk. No começo dos anos 80, a novidade se espalhou rapidamente – e muitas outras misturas vão acontecer até o fim do século.

 O sucesso do gênero underground foi tanto que logo chegou ao mainstream. Hoje, eventos de música eletrônica movimentam na Europa muitos milhões de dólares e são patrocinados por grandes empresas. É o caso da festa alemã MayDay que reúne mais de 40 DJs! O Glastonbury, festival famoso desde à época dos hippies, também vem reservando em suas últimas edições um grande espaço para os beats eletrônicos de Trance, House, Jungle, Trip-Hop, atraindo várias tribos para a festa de verão que dura três dias, perto de Londres. Há ainda um grande evento dedicado ao gênero: O Tribal Gathering, que acontece a 1h30 de Londres, by Train e 40 mil pessoas puderam apreciar ao “vivo” o veterano Kraftwerk.

 Nos anos 90, a facilidade de acesso à tecnologia e a evolução dos instrumentos multiplicaram selos e artistas de música eletrônica, sempre com DJs como personagens principais. Entre as novas estrelas do cenário da música mundial estão os Ingleses The Prodigy, o Daft Punk e os Chemical Brothers, autores de Dig Your Own Hole, segundo a Rolling Stones, um dos 200 discos essenciais de todos os tempos. Artistas como Bono Vox, do U2, e David Bowie também se renderam às influências do gênero.

 No Brasil, foi somente em 1997 que o Techno deixou de ser consumido por um pequeno segmento de frequentadores de clubes e pessoas privilegiadas para chegar ao grande público.




DJ Diogo "S":



Contrate aqui o DJ Diogo "S".

- Curso de DJ pela DJ Ban (www.djban.com.br), São Paulo-SP.

- Curso de Produção musical pela DJ Lab, Rio de Janeiro - RJ.

- Curso CUBASE SX 3 pela DJ Lab, Rio de Janeiro - RJ.

- Estilos variam entre House, Progressive, Tech, Old School e MashUps.

- Nascimento: 24/08/1977.

- Natural de Santos-SP.

- Atualmente morando em Chapecó-SC.

- Disponível para viagens.

- Contato:
Celular: (49) 8813 7998.
Santa Catarina-SC
Celular: (13) 9159 1302.
Santos-SP.

- Meu começo foi quando entrei pela primeira vez numa balada e senti aquela batida refletindo na camisa que eu estava usando. O coração batia junto e o corpo acompanhava. Foi inevitável seguir o caminho da música elertônica.

- Quando estou tocando rola meio um lance de "Clarividência"; tenho que adivinhar o que cada um quer ouvir no melhor momento da vida deles...numa festa com os amigos. É dar o máximo pra conseguir estampar um sorrizão no rosto de cada um...a noite inteira!

The all-time-Tunes:
- Body Language (Booka Shade).
- Camels (Santos).
- Plastic Dreams (Jaydee).
- Born Slippy (Underworld).
- Two months off (Underworld)
- Keep Hope Alive (The Crystal Method).





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