
Prestes a discotecar novamente pelo Brasil, com shows marcados para São Paulo (24), Campo Grande (27) e Belo Horizonte (28), Norman Cook, o Fatboy Slim, passou pela MTV nesta segunda-feira (23). Com camisa xadrez, bermuda e sandálias, o DJ estava bem à vontade durante o bate papo com o Portal MTV.
Na entrevista, Fatboy falou sobre seu amor pelo Brasil, as influências dos ritmos brasileiros na sua música e os projetos futuros – e, por enquanto, não há planos para um novo disco do Fatboy Slim no horizonte.
Quais são as expectativas para as apresentações no Brasil? Você pretende fazer algumas surpresas?
Espero que sejam grandes e barulhentos e incríveis e que eu fique bastante empolgado e, se tudo der certo, o público também. Eu vou tocar algumas músicas específicas para o Brasil, na mesma linha de ‘Put Your Hands Up For Brazil’, quero tocar algo que diga “Oi, estou aqui, fiz isso para vocês”.
Você já veio algumas vezes para o país e fez uma música para ele. O que você gosta tanto no Brasil?
Eu não sei, acho que é uma coisa mútua, os brasileiros parecem gostar do que faço e eu adoro vir para o país. Eu sempre digo que a coisa que mais gosto quando venho para cá são os brasileiros, as pessoas. O país é lindo, as praias são ótimas e tudo mais, mas são as pessoas, sinto como se fossem minha família.
Você já declarou que seus pais costumavam ouvir bossa nova, o ritmo te influenciou de alguma forma?
Quando eu era pequeno, meus pais ouviam samba, bossa nova e o Beatles. Acho que a melodia dos Beatles e os ritmos brasileiros ficaram na minha cabeça.
E você vê alguma similaridade entre o samba e a música eletrônica?
Os ritmos são muito similares, o tempo deles. Não o samba de raiz, mas a bateria do samba é muito similar à da house music, só mudam os instrumentos. Vejo alguma coisa parecida sim, na minha música, mas foi algo que só percebi quando vim para o Brasil.
Seu ultimo disco de inéditas foi lançado há algum tempo [‘Palookaville’, de 2004]. Você pensa em lançar músicas novas?
No momento, não. Eu estou curtindo fazer outras coisas, como o álbum que fiz com o David Byrne e o disco do BPA. Eu acho que a idéia de lançar álbuns e entrar em turnês e lançar álbuns depois de 25 anos é cansativa. Estou fazendo outras coisas, acabo de ter um bebê, meu segundo filho, e sabe, eu gosto tanto de ser DJ que isso ocupa todo o meu tempo. Quem sabe um dia, quando eu tiver uma ótima idéia para um novo disco do Fatboy Slim na cabeça, mas não é algo que será forçado.
Ser pai mudou alguma coisa em sua música ou em sua agenda?
A vida de DJ é muito boa, porque normalmente eu só toco nos fins de semana. Quando você lança um álbum, você precisa fazer turnês por seis meses e eu não quero perder meus filhos crescendo por tanto tempo. Acho que diminuiu meu ritmo para fazer discos, mas caiu muito bem com a rotina de DJ.
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